A poesia do Paulinho
o mar dá demãos de azul
e ninguém vê suas feridas,
os vales que se formaram
com as bicadas das garças.
quantas paredes feridas
saradas pelo Paulinho.
paredes golpeadas a pregos,
rasgadas por talhadeiras,
parede onde penduramos
soberbas e arrogâncias;
paredes que fazem água
da tinta sobre ferrugem;
paredes magoadas,
mordidas por marimbondos,
mas lá está o Paulinho,
em cada parede uma filha,
sem marcas de patas de gato,
sem feriados,
paredes sem lágrimas.

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