Prisão de Fotografias
Não me reconheço mais nas imagens do meu porta retrato
Sou uma figura patética que habita o meu quarto
Um invasor de um corpo novo rejeitado
Um extraterreno em seu próprio mundo
Um verme lutando contra a força gravitacional de uma estrela
Um diamante bruto recoberto pela poeira
Estava na frente e perdi a corrida
Estava na frente e perdi a corrida
Um membro de uma tribo nunca vista
Minha magia mão me protege das forças do dia
As surpresas da noite errática que contagia
É força avassaladora que emerge da poesia
Um beijo roubado com um leve aroma de menta
O sabor inconfundível do amor que nos sustenta
Vou vivendo nas
lembranças aprisionadas nas fotografias
Sobrevivo na expectativa de deixar de ser uma sombra
Numa vida fabricada por fúteis verdades e fátuas fagulhas
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Desviando da morte certa no fim da jornada
Abraçando a vida incerta que me foi ofertada
Sigo reto nessa vida torta, que não leva a nada.
Valdemir costa