EVENTOS E PARCERIAS



Em junho 30 dias e 30 poemas aqui!

Mostrando postagens com marcador natal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador natal. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 24 de dezembro de 2024

10 Mensagens de Feliz Natal Tocantes e Impactantes


 * Que o Natal renove a esperança em nossos corações e ilumine nossos caminhos com paz e amor. Desejamos um Natal repleto de bênçãos e um Ano Novo cheio de realizações.
 * Neste Natal, celebremos a vida, a família e a amizade. Que a magia desta data especial nos inspire a sermos mais humanos e a construir um mundo mais justo e solidário.
 * Que o espírito natalino nos conduza a um caminho de paz interior e harmonia com o próximo. Um Feliz Natal para todos!
 * Que o Natal seja um momento de reflexão e gratidão. Que possamos valorizar cada instante e compartilhar momentos especiais com as pessoas que amamos.
 * Que a estrela de Belém guie nossos passos rumo à felicidade e à paz. Um Feliz Natal!
 * Neste Natal, renovemos nossa fé na humanidade e celebremos o amor que nos une. Que a paz reine em nossos corações e no mundo.
 * Que a magia do Natal transforme nossos sonhos em realidade e nos inspire a construir um futuro melhor para todos.
 * Que a luz do Natal ilumine nossos caminhos e nos traga esperança e alegria. Um Feliz Natal!
 * Que a paz seja o nosso maior presente de Natal. Que possamos compartilhar este sentimento com todos aqueles que cruzam nossos caminhos.
 * Que o Natal seja um momento de renovação e de esperança. Que possamos construir um mundo mais justo e solidário para as futuras gerações.
Observação: Para tornar as mensagens ainda mais especiais, você pode personalizá-las adicionando um toque pessoal, como um verso de uma canção natalina ou uma lembrança especial.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

MONÓLOGO DE NATAL





Monólogo do Natal 
 
                                                                                 Aldemar Paiva

Eu não gosto de você, Papai Noel!
Também não gosto desse seu papel
de vender ilusões à burguesia.
Se os garotos humildes da cidade
soubessem do seu ódio à humildade, 

jogavam pedra nessa fantasia. 

Você talvez nem se recorde mais.
Cresci depressa, me tornei rapaz, 

sem esquecer, no entanto, o que passou.
Fiz-lhe um bilhete, pedindo um presente 

e a noite inteira eu esperei, contente.
Chegou o sol e você não chegou. 


Dias depois, meu pobre pai, cansado, 
trouxe um trenzinho feio, empoeirado, 
que me entregou com certa excitação.
Fechou os olhos e balbuciou: 

“É pra você, Papai Noel mandou”.
E se esquivou, contendo a emoção. 


Alegre e inocente nesse caso, 
eu pensei que meu bilhete com atraso, 
chegara às suas mãos, no fim do mês.
Limpei o trem, dei corda, 

ele partiu dando muitas voltas,
meu pai me sorriu e me abraçou pela última vez. 


O resto eu só pude compreender quando cresci
e comecei a ver todas as coisas com realidade.
Meu pai chegou um dia e disse, a seco: 

“Onde é que está aquele seu brinquedo?
Eu vou trocar por outro, na cidade”. 


Dei-lhe o trenzinho, quase a soluçar
como quem não quer abandonar 
um mimo que nos deu, quem nos quer bem, 
disse medroso: “O senhor vai trocar ele?
Eu não quero outro brinquedo, eu quero aquele.
E por favor, não vá levar meu trem”. 


Meu pai calou-se e pelo rosto veio descendo um pranto que, eu ainda creio,
tanto e tão santo, só Jesus chorou!
Bateu a porta com muito ruído, mamãe gritou

ele não deu ouvidos, saiu correndo e nunca mais voltou. 

Você, Papai Noel, me transformou num homem que a infância arruinou, sem pai e sem brinquedos.
Afinal, dos seus presentes, não há um que sobre
para a riqueza do menino pobre
que sonha o ano inteiro com o Natal.

Meu pobre pai doente, mal vestido, 

para não me ver assim desiludido, 
comprou por qualquer preço uma ilusão,
num gesto nobre, humano e decisivo, 
foi longe pra trazer-me um lenitivo, 
roubando o trem do filho do patrão. 

Pensei que viajara,
no entanto 
depois de grande,
minha mãe, em prantos,
contou-me que fôra preso
e como réu, ninguém a absolvê-lo se atrevia.
Foi definhando, até que Deus, um dia, 

entrou na cela e o libertou pro céu.




 
 Origem.
http://www.recantodasletras.com.br/poesias-de-natal/4053635

domingo, 24 de junho de 2012

Eu passei um tempo longe

Eu passei um tempo longe com saudade do que ainda não conhecia....





                                                               

sábado, 24 de dezembro de 2011

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O FANTASMA DOS NOSSOS NATAIS PASSADOS

Os Fantasmas dos Nossos Natais Passados

Cheguei a singela conclusão,  que odeio o natal.
Todas aquelas coisas vermelhas e douradas.


As luzes, que só servem para enfeitar e
consomem um monte de energia elétrica.
Aquelas canções chatas com aqueles refrãos piegas.
A correria para comprar presentes fúteis e gastar um dinheiro que não temos.
As imitações de pinheiros  dourados ou brancos imitando neve.
Os programas de ajuda “tipo natal sem fome” ou campanha do agasalho.
A decoração extravagante dos shoppings nesta época.
O bacalhau comprado a preço de ouro e as frutas que só são vendidas nessa época, por que são muito caras.
A ceia com mais comida do que o ano todo, enquanto tem gente

  sem nada pra comer.
E toda essa hipocrisia reinante no espirito do natal, que acaba no ano novo.
Mas sem sombra de dúvida, o que eu mais odeio no natal é aquele cara gordinho de barba e bigodes brancos, vestindo um agasalho vermelho em pleno verão carioca, dando aquela risada ridícula, que entrega presentes para todas crianças, mas nunca passou pela minha casa.




Valdemir Costa