EVENTOS E PARCERIAS



Em junho 30 dias e 30 poemas aqui!

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sexta-feira, 25 de junho de 2021

25 - 30 DIAS 30 TEXTOS - A Lua

Dia dos Namorados.

Você é o amor da minha vida, eu faço tudo por você. Se  pedires carinho te cobrirei de beijos e abraços sem fim. Se pedires amor serás a mulher mais amada da terra. Se pedires jóias escavarei o poço mais profundo e encontrarei o diamante maís belo, só para agradar-te. Se pedires a lua, bem! A lua são outros quinhentos, a lua é um objeto cósmico, dela dependem outros tantos corpos celestes, e até a existência da própria terra. Bom resumindo,  a lua não, mas sei que você irá entender.

Valdemir Costa

domingo, 20 de junho de 2021

21 - 30 DIAS 30 TEXTOS - O Tundo

Gripizinha 24.

O Barão Regente do reino das terras de Santa Cruz do Sul, decreta que a doença que vitimou mais de  meio Milhão da população nativa  na primeira grande pandemia de 2019 era só uma gripizinha. E que a cura para todos os males do mundo e das pessoas é a  uma porção mágica a base de cloroquina e o xarope de hidroxicloroquina. Portanto,  são a partir de hoje  nessa era cristã, de oxalá, Maomé, Alah, Buda, Ivete Sangalo, lady gaga, televisão, Facebook entre outros influenciadores digitais, os medicamentos oficiais para combater a pandemia nesse Baronato insular. O serviço não tão secreto da polícia das posturas corretas e Pasmaceira . A Guarda real criada pelo  Ilustríssimo Senhor Desreal e dono autodeclarado  do baronato das terras de Santa Cruz do Sul, o  Barão  Darty Moriarty Bonsonaro, declara  que  o pequeno número de pessoas, que tem o objetivo de disseminar a cultura, o conhecimento, a amizade, a beleza, a paz e o amor à vida. Coisas hoje  proibidas nesta era nas Terras de Santa Cruz, e no Tundo ( Tundo foi o nome dado ao Mundo após a segunda pandemia  de Gripizinha19 em  2024. Causada por uma onda de atos  idiotas e tontos espalhados pelo mundo, causando a morte de metade da população mundial,  levando a sociedade ao colapso e quase ao fim do mundo). Alguns pensadores, assim eram chamados aqueles que se recusavam a aceitar tudo que a TV, a internet e os influenciados lhes diziam, tendo assim, seus próprios pensamentos, tomando decisões baseadas em raciocínio lógico e em fatos científicos.  Essas pensadores logo foram perseguidos pelo resto da população alienada pelas ideias apedeutas do Barão. Vivendo à margem da sociedade,  no submundo, aonde criaram uma Resistência. Os integrantes da horda DOS PENSADORES ou pensantes  são notórios conhecidos do SENPÉ - Serviço Não Tão Secreto da Polícia das Posturas e Pasmaceira do baronato de Santa Cruz do Sul, por utilizarem compulsivamente  as redes sociais com a intenção de disseminar informações subversivas de cunho cultural e informativo. Fatos científicos, eventos históricos, conteúdo acadêmicos e informação da boa, pura sem refino ou contaminação por fale News ou outro tipo de conteúdo sem base lógica ou comprovação científica. Os asseclas do Barão Bonsonaro acreditavam que os pensantes tinham algum tipo de poder mágico ou serem de outra dimensão. Pois consideram usuários das artes ocultas  da magia aqueles que se  formaram com louvor em universidades ou institutos federias. Pois estes seres pensantes jamais comungariam com os ideias mesquinhas  e sem noção difundidas e repassadas pelos adoradores do Barão. Além daqueles que se formaram em faculdades sérias, a horda dos PENSADORES também era formada por pessoas comuns, donas de casa, país de família, etc. Pessoas que tinham o poder extraordinário de ver a verdade, os fatos e analizar as coisas de forma lógica. Essas pessoas pensavam, e pensar era proibido nas terras de Santa Cruz. Antes da segunda grande pandemia de 2024, as terras de Santa Cruz do Sul se chamava Brasil e Tundo, era um
Mundo. 

VALDEMIR COSTA

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

MONÓLOGO DE NATAL





Monólogo do Natal 
 
                                                                                 Aldemar Paiva

Eu não gosto de você, Papai Noel!
Também não gosto desse seu papel
de vender ilusões à burguesia.
Se os garotos humildes da cidade
soubessem do seu ódio à humildade, 

jogavam pedra nessa fantasia. 

Você talvez nem se recorde mais.
Cresci depressa, me tornei rapaz, 

sem esquecer, no entanto, o que passou.
Fiz-lhe um bilhete, pedindo um presente 

e a noite inteira eu esperei, contente.
Chegou o sol e você não chegou. 


Dias depois, meu pobre pai, cansado, 
trouxe um trenzinho feio, empoeirado, 
que me entregou com certa excitação.
Fechou os olhos e balbuciou: 

“É pra você, Papai Noel mandou”.
E se esquivou, contendo a emoção. 


Alegre e inocente nesse caso, 
eu pensei que meu bilhete com atraso, 
chegara às suas mãos, no fim do mês.
Limpei o trem, dei corda, 

ele partiu dando muitas voltas,
meu pai me sorriu e me abraçou pela última vez. 


O resto eu só pude compreender quando cresci
e comecei a ver todas as coisas com realidade.
Meu pai chegou um dia e disse, a seco: 

“Onde é que está aquele seu brinquedo?
Eu vou trocar por outro, na cidade”. 


Dei-lhe o trenzinho, quase a soluçar
como quem não quer abandonar 
um mimo que nos deu, quem nos quer bem, 
disse medroso: “O senhor vai trocar ele?
Eu não quero outro brinquedo, eu quero aquele.
E por favor, não vá levar meu trem”. 


Meu pai calou-se e pelo rosto veio descendo um pranto que, eu ainda creio,
tanto e tão santo, só Jesus chorou!
Bateu a porta com muito ruído, mamãe gritou

ele não deu ouvidos, saiu correndo e nunca mais voltou. 

Você, Papai Noel, me transformou num homem que a infância arruinou, sem pai e sem brinquedos.
Afinal, dos seus presentes, não há um que sobre
para a riqueza do menino pobre
que sonha o ano inteiro com o Natal.

Meu pobre pai doente, mal vestido, 

para não me ver assim desiludido, 
comprou por qualquer preço uma ilusão,
num gesto nobre, humano e decisivo, 
foi longe pra trazer-me um lenitivo, 
roubando o trem do filho do patrão. 

Pensei que viajara,
no entanto 
depois de grande,
minha mãe, em prantos,
contou-me que fôra preso
e como réu, ninguém a absolvê-lo se atrevia.
Foi definhando, até que Deus, um dia, 

entrou na cela e o libertou pro céu.




 
 Origem.
http://www.recantodasletras.com.br/poesias-de-natal/4053635

sábado, 23 de agosto de 2014

EXPLICANDO O POEMA - EPIDEMIAS




Caros amigos da comunidade poética da internet, quem me conhece bem,  sabe que não acredito que um poema deve ser apresentado, introduzido ou explicado. Mas aconteceu um fato que merece ser ressaltado. Ao postar o Poema de minha Lavrar “EPIDEMIAS”  um amigo defensor das causas dos negros me chamou a atenção, me deu um esporro! vindo dele, pessoa que respeito muito me fez pensar. Então  resolvi explica o poema supracitado:
 Epidemias

Sinto uma aura negra pairar sobre o mundo
Tentei expurgar todo esse cancro com a Poesia
Mas a escuridão da alma humana não cabe no poema
Como pode um ser tão altivo e imponente ter uma alma tão pequena
Deixo a poesia se encarregar dos seus restos mortais
Eu poeta macho da espécie dos poetis autrofitos popilaris
Só tento viver um dia de cada vez 
Libertando minha mente do inconsciente cativeiro
O meu corpo das vorazes garras da morte
Não posso e nem quero escolher,  enfrentarei o que vier primeiro.


Me desculpem todos os ativistas, mas minha poesia não está sujeita a nenhum movimento ou motivação, Eu sim! Na verdade o negro citado no poema faz referência  a cor, não a raça, porém sou contumaz e categórico quando digo que meu poema não toma partido de nada nem de ninguém, na verdade meu poema quer que o mundo se exploda. Meu poema não liga nem para mim. Ao contrário eu sou ativista cultural, defensor dos direitos humanos, promotor da igualdade racial, etc. A aura citada no poema é negativa sim   mas na minha mente têm essas matizes de cores, tipo: o vermelho Russo  com sua autoridade e o negro da Ucrânia com o seu poder, o azul e branco do estados unidos com sua riqueza e o preto da África com sua pobreza. Resumindo o poema fala das cores das situações e dos tons das atitudes. Mas em hipótese alguma existe depreciação no meu poema, na verdade a depreciação está nas pessoas que deixam um texto influenciar sua psique de determinar suas atitudes. O poema faz uma referência  cor ensossa do Presidente Barack Obama ao fechar os olhos, enquanto armas americanas mancham de vermelho o solo sagrado com o sangue do povo Palestino.   A face rosada o povo rico europeu, que só agora acorda para realidade do povo negro Africano, esse sim, é corretamente chamado de negro, pois etnicamente falando só existe negro na África. Depois de anos sustentando o mundo com suas inúmeras riquezas. A África cobra sua parte, começou com a AIDS, agora o EBOLA. Seus eletrônicos, seus alimentos caros e suas jóias. Todos dependes de matérias primas oriundas do continente africano. E o pagamento do resto mundo pelo conforto e ostentação que ele disponibiliza, são 800 anos de exploração e abandono. Não sei porque, mas toda vez que ouço falar do conflito na Ucrânia me lembro de uma situação recente onde um franco atirador matava pessoas em plena luz do dia numa praça da Bósnia e a televisão transmitia essas imagens como se isso fosse um espetáculo circense. Essas situações marcham o vermelho do nem sempre justo, mas sempre coerente governo socialista Russo. Não sei se todos que leram o poema refletiram sobre essas situações e atitudes, mas com certeza essas cores e tons não merece estar no meu poema.





                                                                                                                 
                                                                                                                                                                                                                                                                       Valdemir Costa PP      

                    

domingo, 29 de junho de 2014

COCA LIGHT E ENERGÉTICO





COCA LIGHT E ENERGÉTICO


Sabe! Eu nunca encarei nada na vida, eu nunca tive a minha *NORMANDIA, a minha Hiroshima ou a minha Chernobyl. Nunca tive que realmente me jogar do penhasco. Levava uma vida mais ou menos e sem nenhuma pretensão. Nunca tive que encarar o carrasco ou o singular gosto da derrota. Fatos facilmente explicáveis por uma rápida olhada nas  estatísticas. A verdade é que nunca me arrisquei, nunca fui ousado. Nunca marquei um gol no maracanã, mas também nunca perdi um penalty. Nunca sofri um acidente de avião, mas também nunca voei. 







Nunca sofri por amor, mas também nunca me apaixonei. Sempre apertei o gatilho da roleta russa da vida, mas os revolveres estavam  sempre sem  balas. Arriscar nunca foi o meu forte e   forte eu nunca fui como me  arriscaria. Colocar a vida,  que é o seu bem mais precioso em risco não é só um ato de coragem e algo libertador  de força colossal e irrevogável. Quem encara o ceifador de almas de frente nunca  mais será o mesmo. Nunca mais comungará do alento revigorante da viciante ignorância dos fatos.  
Só um ato involuntário como o depreendimento de tudo que lhe é de certa forma importante e te norteia como a linha que define o que é certo ou errado, bom ou mal e dor ou alívio pode  tornar um ser capaz de criar seu próprio destino.         
                                                         
A criação é destinada aos que não tem nada e nessa condição fazem a sua alquimia. Transformando a matéria, sentimentos e sentidos. Mesmo aqueles que como eu são afetados pela contemplação caótica involuntária da vida o prêmio dos que observam os acontecimentos  ao seu redor e impassíveis ficam à agraciar o conforto das coisas certas e o inevitável aroma da calmaria, são afetados pelo odor característico da deterioração das certezas causada pela ação avassaladora dos tempo matador de tudo que antes era verdade e certeza.  
 O TEMPO                                                                      
Eles sabem sabem que o silêncio no olho do furacão é apenas um temporário alento, um  pseudo balsamo de alegria antes da destruição poética e incontrolável do furação. A estática calmaria do núcleo atômico sustenta a impossibilidade inerente de se calcular a posição ou velocidade do elétron*. 
Se é impossível voltar ao começo com o tempo que temos e é também virtualmente  impossível chegar ao fim vivo. vamos fazer uma revolução silenciosa nas camadas mais profundas da nossa alma. Assassinar os nossos mais secretos medos.  Violentar aquelas vontades que ficam intrínsecas nas frases de consolo. Mudar o mundo, as mentalidade humana, o senso comum, detonar com enebriante sabor da vitória dos que nunca lutaram. 
Disseminemos nos guetos das nossas cercanias mentas a frustração alucinante do sorriso triste do palhaço sem circo, a solidão agonizante de ser politico  honesto e o pagamento inglório transcrito na lapide de quem deveria só servir e proteger, mas nasceu para ser herói.                Vamos nos embriaga de analgésicos antidepressivos com a validade vencida em frente  a uma praia enquanto assistimos ao pretensioso pôr do sol e terminar o dia  tomando um fabuloso porre de Coca Light e energético.


                                                                                                    Valdemir Costa.



*NORMANDIA 
   Batalha da Normandia, cujo nome de código era Operação Overlord, foi a invasão das forças dos Estados Unidos,Reino UnidoFrança Livre e aliados na França ocupada pelos alemães na Segunda Guerra Mundial em 1944. Foi uma decisão política para manter a liberdade na Europa, ocorrida depois da derrota alemã para o Exército Vermelho, na famosaBatalha de Stalingrado. Setenta anos mais tarde, a invasão da Normandia continua sendo a maior invasão marítima da história, com quase três milhões de soldados a terem cruzado o Canal da Mancha, partindo de vários portos e campos de aviação na Inglaterra, com destino à Normandia, na França ocupada.

https://www.youtube.com/watch?v=apzVjeooOPg

*POSIÇÃO DO ELÉTRON 

O princípio da incerteza de Heisenberg consiste num enunciado da mecânica quântica, formulado inicialmente em 1927 por Werner Heisenberg, impondo restrições à precisão com que se podem efetuar medidas simultâneas de uma classe de pares de observáveis.

Pode-se exprimir o princípio da incerteza nos seguintes termos:

O produto da incerteza associada ao valor de uma coordenada xi e a incerteza associada ao seu correspondente momento linear pi não pode ser inferior, em grandeza, à constante de Planck normalizada.

Em termos matemáticos, exprime-se assim:


onde é a Constante de Planck (h) dividida por 2π.

https://www.youtube.com/watch?v=DkGSYKL12c0

segunda-feira, 20 de maio de 2013

POR UM BELO SORRISO

SORRISO DE CRIANÇA


Adoro ver você sorrindo, esse sorriso lindo, sorriso de CRIANÇA, lindo e natural como o arco-iris. 

Um misto de chuva e sol Na visão do horizonte limpo só para o meu deleite pessoal.


Adoro sentir sua pele depois do banho, levemente molhada e com os pelos eriçados, por causa do toque incestuoso do vento que roubara do clima um pouquinho do frio só pra te fazer estremecer ao seu comando se curvando a sua vontade.

Adoro olhar seu corpo, enquanto dormes envolvida por lençóis que se eximem da função de escondê-la e protege-la do famigerado vento e seu frio que teimosamente volta para te tocar.

Adoro olhar seu rosto a me olhar é uma mistura composta de medo e orgulho, sou eu a motivação da sua atenção. Um mero espectador do seu mundo, observando sua silhueta do outro lado do muro. 

Adoro ver você feliz é de uma magnitude que a própria palavra não faz jus, nem demonstra o bem que me faz ao ser o motivo ou motivação de sua felicidade.


Valdemir Costa

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O voo da Estrela Cadente





Aqueles instantes que antecedem o medo.

Eu não tenho pressa
Espero a chuva de fogo
Que vai varrer a solidão
Desligar todos os aparelhos
Libertando-me do encargo diário
O trabalho inglório de viver
Sem se preocupar com o destino

Na vida a coisa mais certa é morrer

Numa estrada me mão única
O caminho mais fácil é seguir em frente
E o mais longo é retonar

No voo de uma estrela cadente
A parte mais importante em seu trajeto
É instante que antecede seu fim
O brilho incandescente do pedido
É sinal do fim de uma jornada
Que no final vai dar em nada


A vida não cabe no dia
O amor não cabe no poema
A verdade não cabe nas palavras
A virtude não cabe na decisão
Salve! Os moribundos mendigos santos
Que rodam pelo mundo sem donos
Sem esperanças ou responsabilidades mundanas
Salve! Os loucos palhaços bobos nas praças
Que vivem a fazer pirraça com a sorte
Salve! Os sorrisos no rosto de uma  criança
Elas não precisam fazer sentido

Bem-ditas sejam as falácias contadas nas tardes de Quinta
Elas viverão até o próximo feriado.


Valdemir Costa