EVENTOS E PARCERIAS



Em junho 30 dias e 30 poemas aqui!

Mostrando postagens com marcador nada. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador nada. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 22 de junho de 2021

22 - 30 DIAS 30 TEXTOS - As pessoas

AS PESSOAS

Pessoas inteligentes sempre medem a capacidade de outra pessoa resolver seus problemas, pelo seu próprio intelecto.
Pessoas honestas sempre calculam os atos do outro pelo seu próprio caráter.
Pessoas sensíveis sempre acham que o outro se colocará em seu lugar.
Pessoas caridosas sempre tentam ajudar o próximo mesmo sem ter condições.
Pessoas fortes não entendem as desculpas que os outros dão para explicar suas indiscrições.
Pessoas felizes não precisam alardear sua felicidade.
As pessoas inteligentes, honestas, sensíveis, caridosas, fortes e felizes. São pessoas raras e que têm um grau extra de empatia no seu cerne. Em contrapartida pessoa medianas, não conseguem se colocar no lugar do outro. E quando o fazem usam como base o seu próprio padrão distorcido de valores e conduta.

VALDEMIR COSTA.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

MONÓLOGO DE NATAL





Monólogo do Natal 
 
                                                                                 Aldemar Paiva

Eu não gosto de você, Papai Noel!
Também não gosto desse seu papel
de vender ilusões à burguesia.
Se os garotos humildes da cidade
soubessem do seu ódio à humildade, 

jogavam pedra nessa fantasia. 

Você talvez nem se recorde mais.
Cresci depressa, me tornei rapaz, 

sem esquecer, no entanto, o que passou.
Fiz-lhe um bilhete, pedindo um presente 

e a noite inteira eu esperei, contente.
Chegou o sol e você não chegou. 


Dias depois, meu pobre pai, cansado, 
trouxe um trenzinho feio, empoeirado, 
que me entregou com certa excitação.
Fechou os olhos e balbuciou: 

“É pra você, Papai Noel mandou”.
E se esquivou, contendo a emoção. 


Alegre e inocente nesse caso, 
eu pensei que meu bilhete com atraso, 
chegara às suas mãos, no fim do mês.
Limpei o trem, dei corda, 

ele partiu dando muitas voltas,
meu pai me sorriu e me abraçou pela última vez. 


O resto eu só pude compreender quando cresci
e comecei a ver todas as coisas com realidade.
Meu pai chegou um dia e disse, a seco: 

“Onde é que está aquele seu brinquedo?
Eu vou trocar por outro, na cidade”. 


Dei-lhe o trenzinho, quase a soluçar
como quem não quer abandonar 
um mimo que nos deu, quem nos quer bem, 
disse medroso: “O senhor vai trocar ele?
Eu não quero outro brinquedo, eu quero aquele.
E por favor, não vá levar meu trem”. 


Meu pai calou-se e pelo rosto veio descendo um pranto que, eu ainda creio,
tanto e tão santo, só Jesus chorou!
Bateu a porta com muito ruído, mamãe gritou

ele não deu ouvidos, saiu correndo e nunca mais voltou. 

Você, Papai Noel, me transformou num homem que a infância arruinou, sem pai e sem brinquedos.
Afinal, dos seus presentes, não há um que sobre
para a riqueza do menino pobre
que sonha o ano inteiro com o Natal.

Meu pobre pai doente, mal vestido, 

para não me ver assim desiludido, 
comprou por qualquer preço uma ilusão,
num gesto nobre, humano e decisivo, 
foi longe pra trazer-me um lenitivo, 
roubando o trem do filho do patrão. 

Pensei que viajara,
no entanto 
depois de grande,
minha mãe, em prantos,
contou-me que fôra preso
e como réu, ninguém a absolvê-lo se atrevia.
Foi definhando, até que Deus, um dia, 

entrou na cela e o libertou pro céu.




 
 Origem.
http://www.recantodasletras.com.br/poesias-de-natal/4053635

quinta-feira, 27 de junho de 2013

A Busca da felicidade.




Seja feliz enquanto pode!!!




O final feliz na vida é a felicidade!!




O verdadeiro beijo deve fazer você viajar sem sair do Chão!






Valdemir Costa

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

POEMA DA VIDA



A hora da Rendição
Não importa a vida que ele tenha, todo homem sabe que sem mulher ele não é nada, mas não é qualquer mulher. Precisa ser aquela, que faz a diferença. Aquela que faz nossas pernas tremerem, nosso peito doer, aquela que não precisa nem lembrar, por que dela não se pode esquecer. Mas a vida não é um filme nem novela mexicana que tudo termina bem. A vida não acaba na parte boa para todos ficarem achando que o resto dela vai ser sempre assim. A vida continua  e na segunda tem trabalho, tem o colégio das crianças, a aula na faculdade, as variações da vida e a vida propriamente dita. Não se pode ser feliz para sempre, sempre é muito tempo e todos nós sabemos, sempre nem é todo dia. A felicidade é a procura, a vontade que figura nas nossas mentes sem coragem de aparecer. Todo homem procura a felicidade na mulher amada, mas que nada, todo amor é de certa forma egoísta, e, portanto,  não quer ser dividido com ninguém, mas a mágica do amar é essa, amasse tanto alguém que dividimos com essa pessoa algo indivisível, incontável e intangível. E a mulher bem afortunada recebe de bom grado esse regalo que lhe é ofertado por um homem nobre, no mais singular sentido da palavra, pois ele doará sua maior riqueza para tê-la a seu lado. Se tudo correr bem chegará o momento da verdade à hora da rendição e o homem baixará sua guarda, guardará suas armas e cederá para aquela prometida o lugar ao seu lado no trono da vida. E a vida essa que deve ser vida sem moderação, a vida é para ser sorvida como tequila com sal e limão. E viver sozinho não é bom, tudo é mais difícil sem ajuda, até os problemas são menores quando divididos por dois. Mas a vida precisa ser dividida com cautela para não separa-la dos seus valores ou distancia-la da motivação. Nenhum futuro é bom o suficiente se esquecemos do passado. Tudo tem uma razão e só vale a pena aquilo que é verdadeiro na essência dos seus motivos. A felicidade dividida nessa hora se multiplica e a vida, aquela que deve ser vivida, se enche, se ergue e aparece de forma tão nítida que além de ser sentida pode até ser tocada ou misturada à comida. Na vida real a felicidade não é para sempre, como já disse antes, sempre nem é todo dia. Mas ser for de certa forma plantada, bem cuidada e regada, teremos então uma plantação de felicidade em nossos campos da vida e a felicidade poderá ser colhida para alimentar as agruras e desventuras da vida que estão sempre famintas,espreitando a trás da porta e nunca aceitam um não.



 

São João de Meriti, RJ, 11 de fevereiro de 2013.  

Valdemir Costa.




domingo, 24 de junho de 2012

Eu passei um tempo longe

Eu passei um tempo longe com saudade do que ainda não conhecia....