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Em junho 30 dias e 30 poemas aqui!

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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O voo da Estrela Cadente





Aqueles instantes que antecedem o medo.

Eu não tenho pressa
Espero a chuva de fogo
Que vai varrer a solidão
Desligar todos os aparelhos
Libertando-me do encargo diário
O trabalho inglório de viver
Sem se preocupar com o destino

Na vida a coisa mais certa é morrer

Numa estrada me mão única
O caminho mais fácil é seguir em frente
E o mais longo é retonar

No voo de uma estrela cadente
A parte mais importante em seu trajeto
É instante que antecede seu fim
O brilho incandescente do pedido
É sinal do fim de uma jornada
Que no final vai dar em nada


A vida não cabe no dia
O amor não cabe no poema
A verdade não cabe nas palavras
A virtude não cabe na decisão
Salve! Os moribundos mendigos santos
Que rodam pelo mundo sem donos
Sem esperanças ou responsabilidades mundanas
Salve! Os loucos palhaços bobos nas praças
Que vivem a fazer pirraça com a sorte
Salve! Os sorrisos no rosto de uma  criança
Elas não precisam fazer sentido

Bem-ditas sejam as falácias contadas nas tardes de Quinta
Elas viverão até o próximo feriado.


Valdemir Costa


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Prisão de Fotografias


                  







Prisão de Fotografias

Não me reconheço mais nas imagens do meu porta retrato
Sou uma figura patética que habita o meu quarto
Um invasor de um corpo novo rejeitado
Um extraterreno em seu próprio mundo
Um verme lutando contra a força gravitacional de uma estrela
Um diamante bruto recoberto pela poeira
Estava na frente e perdi a corrida   
Um membro de uma tribo nunca vista
Minha magia mão me protege das forças do dia 
As surpresas da noite errática que contagia
A única coisa que ainda me movimenta            
É força avassaladora que emerge da poesia
Um beijo roubado com um leve aroma  de menta
O sabor inconfundível  do amor que nos sustenta  
Vou  vivendo nas lembranças aprisionadas nas fotografias
Sobrevivo na expectativa de deixar de ser  uma sombra
Numa vida fabricada por fúteis verdades e fátuas fagulhas

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Desviando da morte certa no fim da jornada
 Abraçando a vida incerta que me foi  ofertada
Sigo reto nessa vida torta, que  não leva a nada.



Valdemir costa